Impactos do texto de Flusser
A relação humana/objeto quanto a seu valor próprio, me instaga pelo fato de “auto-objetificação” que nós humanos colocamos em cima de nós mesmos. Como o texto cita, a humanidade ocdiental está sempre agindo com um fator muito curioso, onde nos colocamos como “objetos” mas ao mesmo tempo nos colocamos acima dos objetos. É uma contradição em se proclamar “utilizável” quanto ao mundo e sociedade, mas ao mesmo tempo tentar criar seu domínio quanto ao “inanimado”. Vejo que isso é algo extremamente presente na nossa sociedade, basta observarmos as pessoas com quem convivemos. Nos dias de hoje, fica mais nítido ainda esse sentimento principalmente quando citamos o cotidiano comum, com um cidadão que se manifesta como objeto de seu trabalho e da sociedade, mas se impõe como um ser superior aos objetos.
Na era moderna em que vivemos, é perceptível a dependência
que criamos em cima dos objetos, principalmente os tecnológicos. Nós quanto
humanos, estamos mesmo que com as ideologia de sociedade, nos tornando mais
suscetíveis e dependentes dos objetos para nossa relação, principalmente quando
se trata no quesito da utilização constante e diária de aparelhos e itens que
possuem tecnologia. No passado era um pouco mais difícil tentar fazer essa
relação de domínio com os objetos, pois a humanidade produzia os itens para
consumo e colocavam um fim naquilo ali mesmo, entretanto, agora fica nítido o
quão dependente somos dos objetos e não unicamente os que possuem tecnologia,
isso nos faz refletir a nossa necessidade diária e recorrente dos objetos desde
os mais simples até os mais complexos.

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