Seminário Design de Interação
No presente seminário, cada grupo deveria escolher entre as referências indicadas numa lista disponibilizada pelos professores e realizar uma análise a partir dos conceitos trabalhados em sala de aula. Nessa análise, era essencial que abordássemos as noções acerca de indícios de virtualidade e potencialidade, de magia da ignorância ou da experiência, de não objeto ou objeto, de não obstacularização ou obstacularização, de relação ou não com o espaço. Além disso, fomos instruídos a entender quais parâmetros estavam presentes em cada obra.Abaixo, disponibilizo alguns slides referentes ao seminário apresentado no dia 23 de Outubro de 2023, além de vídeos que compuseram a dinâmica em sala de aula. Para esse trabalho, estava acompanhado de Ana Carolina Santana, Bernardo Reis, Gabriella Morais, Luiza Cortines e Yaluny Pantaleao.
Passando adiante, comentamos a obra "Open Burble" de Usman Haque, que não apresenta claros indícios de virtualidade ou potencialidade, em razão de sua larga extensão e elevado número de pessoas interagindo simultaneamente. Esse fator contribuiu também para que considerássemos que essa estrutura valorizou mais a magia da ignorância, visto que seu funcionamento desperta curiosidade e sua interação é limitada. Sua composição a partir de balões, aliada a fraca interatividade, torna a obra mais objeto que não objeto, além de ser extremamente obstacularizante em razão de seu comprimento. "Open Burble" não apresenta relação com o espaço, já que foi projetado para funcionar em qualquer ambiente capaz de conter sua extensão. Por fim, tomamos como possíveis parâmetros: coloração dos balões, possibilidades de modos de iluminação a partir do controle remoto (representado no vídeo acima) e formato final da estrutura.
Em grupo, escolhemos trabalhar com a obra "Little Boxes" de Bego M. Santiago, ilustrada no vídeo. Link para vídeo: <iframe title="vimeo-player" src="https://player.vimeo.com/video/64225728?h=4b06273fc9" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Nessa obra, é possível observar o baixo potencial de virtualidade ou potencialidade em razão de seu uso e interação serem bem determinados, apesar de ser uma obra que dialoga melhor com a magia da experiência. O uso de caixas para receber a projeção, além de claros indivíduos gravados para reprodução como objeto interativo, contribuem para caracterização da obra como objeto. Sua obstacularização é presente em função da solidez das caixas, que não se relacionam com o espaço que contém a obra, de modo que poderia ser aplicada em qualquer ambiente que suportasse seu tamanho. Como parâmetros, evidenciamos o tamanho das caixas e seu formato e o tipo de vídeo a ser projetado. A baixa capacidade de parametrização sugere que a interação com a obra é rapidamente esgotada, sucedendo o momento de impressão do primeiro contato.



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